Publicado por: Anna em: Junho 27, 2007
Era uma vez uma menina que achava que era uma Princesa. E durante muito tempo ela fez o que as princesas fazem e brincou de bolhas de sabão que se desmanchavam no ar. Ela sempre ficava feliz quando rodopiava e sentia as bolhas explodirem contra o vestido estampado rodado que usava pra fazer bolhinhas. O Reino era um mundo maravilhoso e ela via Mary Poppins.
Gostava de sua vida real e nela se divertia. E tudo indicava o caminho a seguir, sem ter que pensar muito. E sem ter em que pensar ela se deixou ir, como as bolhas que o vento levava. Um dia ouviu sons diferentes e correu à janela para ver de onde vinham.
Vinha de um outro lugar fora do castelo. De um veículo que não conhecia, e dele desceu um homem comum. Tinha certo ar de quem sabia das coisas e saber das coisas lhe atraía desde sempre. Ele lhe mostrou mágicas receitas secretas de saber proibido no Reino. Bruxaria, eles lhe disseram. O Conselho Real lhe pediu que se afastasse que devia ser cigano, feiticeiro, alquimista. Ela não conseguia, não queria e também por isso não tentava.
Enquanto passeavam para que ela lhe mostrasse o Reino, ela foi raptada por um dragão gigante que voou com ela para o alto de uma montanha. Preocupado, ele sempre era preocupado, pegou sua flauta mágica e escalou a montanha do dragão. Lá, o dragão se transfigurou numa feiticeira que segurava a indefesa princesa no penhasco e ameaçava soltá-la. Com a calma de quem descobre um grande segredo, ele puxou a flauta mágica e começou a tocar.
A música de sua flauta era suave e hipnótica. A feiticeira soltou a princesa no solo firme e antes de se transfigurar numa doninha pela mágica da música, ela jurou assombrar a princesa e prometeu voltar para ficar com a vida dela. E lançou sua risada maléfica.
A princesa estava lá, desacordada, deitada no chão e ele se aproximou dela como quem salva uma vida, e assim salvou a dela. Fez soar a flauta com o som de um bálsamo e ela abriu suavemente os olhos para ver que ele tocava pra ela. Com um sorriso agradecido, ela fez do plebeu desconhecido Cavaleiro. O Primeiro Cavaleiro da Ordem da Mesa de Plástico, por ter lhe salvado a vida. Ele a levou de volta ao Castelo em segurança, mas tanto ele quanto ela sabiam que nada mais seria igual.
Os dias se passaram com um sentindo a falta do outro, e mesmo o Conselho Real lhe pedindo que não voltasse a encontrar o Cavaleiro, ela não deixou de ver o mundo além das muralhas reais.
Ele lhe estendeu a mão, ela olhou pra trás e viu o Castelo se preparar para a ceia onde seria anunciado qualquer conclama real de sempre e pegou a mão do Cavaleiro.
Ele pediu que ela fosse com ele até ali, não muito longe, mas fora do Reino Encantado, pra que ela visse que o Reino não era o mundo, mas uma parte dele e que o Reino não pertencia a ela, mas aos seus cidadãos e que ela precisaria conquistar seu próprio reino se quisesse ser Rainha. Ela sentiu medo, mas sabia que ele não lhe mentia. Jamais havia saído do Reino e a ponte de madeira e corda ficava sobre um pântano cheio de jacarés famintos.
Na soleira da porta de entrada do Reino, ela sentiu se partir o chão sob os pés. Atrás de si ela tinha tudo o que conhecia. À frente, um mundo novo, cheio de possibilidades e de um colorido superior. Inacreditável por ser tão novo, o caminho a frente possuía mais bifurcações do que podia contar. O Reino subitamente ficou muito pequeno pra ela. Ela lhe ensinou a perder o controle. Ele queria lhe ensinar a controlar. O Cavaleiro lhe estendeu a mão outra vez, apagou o cigarro e lhe sorriu ao perguntar onde ela queria ir.
Tá, eu sei que não tem sentido óbvio. Não era pra ser óbvio mesmo. Cada link é uma música, pra compensar o tempo sem postar. A propósito, escrevi mas não reli. Qualquer coisa, grita.
“todas as meninas são princesas, seu pai nunca lhe disse isso?”
Aeee Leonardo!!!
Pois é, tá sumido. Cuide em aparecer, agora o blog tem até premio de qualidade, chiquééérrimo!!!
aauhauhahuahua
=P
Amiga…. fumou maconha estragada?
intindi nada…. mas deixa, eu sou loira né?
Ahhhhhhhhhhh!
E soltou sua risada maléfica”
auhaaygagaygyagyagy
Vpcê é impagável!!!
Você quer um Shrek para te salvar?
Gostei da possibilidade de cada um ter suas próprias reflexões, mas confesso q fiquei doido de curiosidade pra saber das suas…
Abração
Amei seu blog, e gostei da história, mesmo sem sentido
Parabéns, vc parece ser uma pessoa mto bacana.
Carol
a ingrid nao entendi nada, + eu sou assim, as vezes nem eu me entendo. hihihihihih…
aah muito massa esse texto!
gostei msm rsrs
qualquer dia eu te mando coisas do Calvin, tá? rs
té!
Oi.
Nem sei quem és, e cai por aqui fuxicando!
Adorei o texto, tens um link no meu blog agora!!
Bejos
Guiga, ou seria princesa?
Muito bom o texto, apesar q não tenho certeza se consegui enteder o sentido do final, mas mesmo assim adorei o texto e achei genial como só você sabe fazer.
Será que a princesa no final pegou a mão do plebeu e foi embora com ele?
Torço para q tenha acontecido isso.
Junho 27, 2007 às 7:11 am
Passando aqui pelo seu Blog, depois de mt tmpo!
Como sempre os “textos autobiográficos”, né?? rsrsrs
Cuide-se
bjoss
Léo