Publicado por: Anna em: Junho 26, 2008

O filme conta a história de um pai de família comum que recebe a notícia de que a esposa foi morta em batalha na guerra do Iraque. Ele se vê sozinho em definitivo com as duas filhas que já estão sofrendo a falta da mãe pela guerra que não entendem, e ele fica tão desesperado que decide levar as crianças a um parque de diversões, até conseguir contar a verdade para as crianças.
O filme de James C. Strouse foi bem recebido no Festival de Sundance, recebendo o prêmio de melhor roteiro e prêmio do público de melhor filme dramático. John Cusack é o núcleo do filme. Tem um desempenho tão carregado de desespero e agonia que poderia ser qualquer pai de família que perdesse a esposa amada em qualquer situação. O brilhantismo de Cusack é tal que Grace, que não aparece no filme nem em flashback, parece estar lá, fazendo falta para o marido que é um pai cuidadoso e para as filhas e sente necessidade de que Grace lhe ajude a suportar o fardo. Dá pra sentir o amor entre os personagens, as dificuldades que eles vão enfrentar. Cusack conseguiu passar o desespero, a dor, a agonia de um homem machucado em cenas que a indústria do cinema costuma desprezar pela banalidade, como quando ele explode com o irmão e quando chora sozinho no quarto que lhe pertencia quando solteiro na casa da mãe. O sofrimento é crível e real, poderia ser com qualquer um.
As cenas são simples, o que joga a responsabilidade de segurar o filme no talento dos atores que não deixam a desejar. A minha cena preferida é a que Stanley dá cigarro para a filha de 12 anos, vivida pela delicada Shélan O’Keefe, que rouba algumas cenas com a irmã, personagem da Gracie Bednarczyk, que dá leveza e inocência ao filme quando o fica difícil a agonia de Stanley. A cena é de impacto e quando se juntou com a brilhante trilha sonora de Clint Eastwood, que lhe valeu indicação para o Globo de Ouro e o prêmio da sociedade dos críticos, admito que foi difícil segurar as lágrimas, a emoção aumenta em progressão geométrica e culmina no fim do filme de modo sincero e elegante.
Grace is gone é um filme triste, um drama familiar sem grandes explosões, carros, tiros, traições e outros elementos dos pipocões da vida. É um filme sobre grandes perdas, família e união com um realismo que chega a incomodar, dá pra sentir que conhecemos Grace, e não é estranho que a dor deles também seja a nossa.
Caráleo! Preciso ver esse! Eeeeiii, e como ficou o babado da sua mono?
=*
Eu me atrevooo!!!hahahá!
Vou ate ver o tal filme meu Deus!rsrsrs
http://fictaconfessio.blogspot.com/
bjsssssssss
De genio anna, de genio.
Uhuuuuu. Super legal essa resenha. Vou ver se encontro esse filme por aqui. Bjkas.
Sou atrevida
haha
Bela resenha
;D
Parabéeens
Hey Gossip girl está de volta!
Junho 26, 2008 às 12:49 pm
Ah! Ótima resenha, eu nem gosto de drama e fiquei morrendo de vontade de ver o filme, procurarei.
Parabéns pelo blog.
=*